quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Se tivesse mais dinheiro, eu...





"Se tivesse mais dinheiro, eu..."?

 Como terminaria a frase? Com...
  • Pagava dívidas;
  • Fazia um fundo para a reforma;
  • Fazia uma viagem;
  • Comprava uma casa?
Todos nós já pensamos em inúmeros finais para esta frase. E a verdade é que, pensarmos em ter mais dinheiro faz afastar de nós o medo e a ansiedade que envolve a questão financeira nas nossas vidas. É quase, como nos transportarmos imediatamente para um cenário paradísico, de calor, sol, areia fina, palmeiras e água translúcida. É bom, muito bom até.

Mas se voltarmos à nossa realidade, o cenário já não é tão paradísico.

A verdade é que enquanto o dinheiro e as finanças pessoais parecem ser um processo lógico e matemático, o mesmo já não se passa com as componentes externas dos dois, que são ditadas por fortes emoções.
Numa ponta estão os nossos sonhos, tudo o que nos faz sentir bem, na ponta oposta está o medo, o medo da perda, do fracasso, do desconhecido a até do sucesso.
São assim estes sonhos, estes medos e todas as emoções que sentimos, que moldam o nosso comportamento em relação ao dinheiro e as finanças pessoais.

Então, para "dominarmos" o nosso dinheiro, devemos enfrentar os nossos medos e definir metas e objectivos para alcançarmos os nossos sonhos. 

Para isso proponho que faça uma lista com todos os seus medos e receios em relação ao dinheiro e as suas finanças pessoais.
De seguida olhando para essa lista, faça outra onde coloca as acções que pode tomar para combater os meus medos, escreva tudo, até mesmo o que lhe possa parecer óbvio.

Ao fazer este planeamento enquanto está no quadro lógico da mente, estará a reprogramar-se e a tornar-se confiante com o seu dinheiro, em vez de deixar que as emoções, como o medo, tomem o controlo da sua vida financeira.

Deixe que a sua auto-confiança em gerir o seu dinheiro aumente de dia para dia, não caia na tentação de comprar alguma coisa apenas para se sentir melhor no curto prazo, ou aumentar a sua auto-estima preenchendo um suposto vazio.

De seguida anote todos os seus sonhos e objectivos. Estabeleça metas no campo financeiro, tanto no curto como no longo prazo. Se o ajudar imprima uma imagem que represente um sonho e coloque-a no porta-moedas. Assim, sempre que for buscar dinheiro ou algum cartão de débito ou crédito fará a pergunta, "Será que isto me vai ajudar a  chegar ao meu sonho?".

Ao definirmos metas e ao percebermos que emoções influenciam cada um dos nossos gastos, passamos a fazer gastos conscientes e não emocionais como até então. Uma das chaves para mudarmos a nossa vida financeira é fazermos gastos conscientes.





quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O dinheiro e as emoções...




O valor que cada um de nós, dá ao dinheiro é impulsionado pelas emoções. Cada cêntimo que gastamos tem por trás uma emoção. Se conseguirmos perceber que emoções estão por trás dos nossos gastos, vamos melhorar a nossa situação financeira e da nossa vida em geral.

Por isso, da próxima vez que abrir ou fechar a carteira, faça a si próprio as seguintes questões:
      - Que emoção me está a levar a comprar?

      - Será que isto me vai fazer sentir  fantástico e melhorar o meu bem-estar?

      - Será que com isto vou conseguir alcançar os meus resultados?

      - Será que isto vai melhorar a vida de outras pessoas?

Ao fazermos esta análise, podemos passar de um comportamento de "rainha" para um de "unhas-de-fome", ou vice-versa, em questão de minutos.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Principais erros na educação financeira das crianças...





Para terminar o regresso às aulas, que na verdade já está mais que na hora, vamos abordar a questão dos principais erros que os pais cometem na educação financeira dos filhos.

É ponto assente que todos os pais têm as melhores intenções quando educam os filhos, mas apesar disso, a verdade é que por vezes transmitem a ideia errada às crianças em relação às finanças e ao dinheiro.

Alguns desses erros são:
Enviar mensagens contraditórias. Todos temos valores e princípios relativamente ao dinheiro, e convém que sejamos sempre coerentes com eles, para que as crianças entendam a nossa tomada de posição em quase todos os assuntos. Nas questões em que tomemos uma decisão que vá em contra a esses princípios e valores convém  explicarmos às crianças o porquê de tomarmos aquela decisão. Não podemos explicar a uma criança que não lhe podemos comprar aquele brinquedo porque  isso vai arruinar o nosso orçamento e mesmo de seguida vamos comprar uma roupa ou carteira para nós.

Não fazer distinção entre desejos e necessidades. Há produtos que são necessidades e outros que são desejos, que podem ser satisfeitos mais tarde ou que podem ser substituídos por produtos equivalentes, mais baratos. Não devemos habituar as crianças a terem tudo o que desejam imediatamente, elas tem que saber esperar e saberem que há coisas que elas não podem ter para bem da situação financeira da família.

Salvarmos sempre os nossos filhos. As crianças e adolescentes têm acesso a dinheiro e em muitos casos a mesada ou semanada e a verdade é que cada vez que eles cometem erros e não gerem correctamente o seu dinheiro, nós vamos em seu auxílio, perdemos a oportunidade de lhes ensinar lições muito importantes sobre como viver dentro das suas possibilidade e de como gerir o seu dinheiro.

Colocarmos uma etiqueta com preços para tudo. Nem tudo na vida tem um preço, há coisas que valem pela auto-estima, pela sensação de dever cumprido e objectivo alcançado. Se não formos assistir a um jogo do nosso filho e lhe dissermos que "alguém tem de pagar as contas", não estamos a motivar a criança e pior estamos a focar os seus pensamentos apenas no dinheiro, de uma forma menos positiva.

Usarmos o dinheiro como substituto do tempo e amor. Vivemos numa época de muitas obrigações e pouco tempo livre, e por vezes caímos na tentação de ceder e dizer que sim. É difícil não o fazermos, pois estamos pouco tempo com eles, mas devemos no entanto fazer um esforço para fazer o que é o mais correcto para eles no futuro. O melhor que podemos dar aos nossos filhos não são coisas, mas sim o nosso amor.

Esconder os problemas financeiros da família. As crianças não têm de saber de tudo, mas tem de saber de algumas coisas, para que sejam envolvidas e se sintam parte da solução. Se não conseguirmos manter o mesmo nível de vida, convêm explicar às crianças que se passa, com clareza e sem muito dramatismo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

10 coisas que as crianças devem saber sobre dinheiro...



Estes dias são marcados pelo regresso às aulas de milhares de alunos. Esta é uma óptima altura para começar a dar ou reforçar alguns ensinamentos às crianças sobre dinheiro.

Ensine estas 10 noções aos seus filhos e estará a dar-lhe conhecimentos fundamentais para uma vida adulta livre de problemas financeiros e capaz de ser vivida em pleno.

  1. O dinheiro vem do trabalho. Mostre ao seu filho que o dinheiro é uma recompensa do trabalho executamos. Por vezes é muito mais produtivo, pagar pelo trabalho que fazem em vez de lhes dar semanada.

  2. Quando acaba, acaba. Ensinar as crianças que as acções têm consequências é uma lição que vai muito além do dinheiro. É muito difícil deixar os nossos filhos falhar, mas por vezes é o melhor que lhes podemos fazer, pois só assim eles adquirem os conceitos que pretendemos. Deixar que eles experimentem livremente o processo de gastar o dinheiro deles, vai ensiná-los que quando o dinheiro acaba, acaba mesmo.

  3. Vais ter de fazer escolhas de como o gastar, compara preços. Em todo o lado surgem apelos ao consumo. Se para os adultos é difícil conviver com isto, para as crianças muito mais, no entanto, é fulcral que lhes demos competências para lidarem com isto. Pensar, comparar e analisar são passos muito importantes para que enquanto consumidores consigam fazer as melhores escolhas.

  4. É normal esperar para teres o que desejas. Nos dias de hoje os desejos rapidamente se tornam em necessidades que devem de ser respondidas imediatamente. O mesmo acontece com demasiadas crianças, que crescem a pensar que o querem devem de ter imediatamente. Esperar e "trabalhar" para atingir os objectivos, para poder adquirir o que pretendem é lição fundamental.

  5. Diz ao teu dinheiro para onde ir. Para além de ensinar às crianças que o dinheiro vêm do trabalho, é também importante ensinar a dividir esse mesmo dinheiro pelas necessidades que têm. Começar a lançar as bases para conseguirem fazer um orçamento no futuro.

  6. Compra só aquilo que conseguires pagar. O recurso ao crédito não pode ser uma opção que se toma de ânimo leve, devemos por isso ensinar as crianças dando o exemplo,  trabalhando na base de orçamentos e a poupar para comprar o que desejamos. Assim a mensagem chegará até elas de uma forma muito mais eficaz.

  7. É fundamental poupares e pagares a ti próprio primeiro. Ensinar a poupar uma parte do que recebem e principalmente a colocarem esse valor na poupança logo quando o recebem e não depois de gastarem no que têm em mente.

  8. Protege o teu dinheiro, coloca-o numa conta poupança e vais receber juros. Ao colocarem o dinheiro a render juros, estão a protegê-lo contra a inflação e se escolherem contas de juros compostos, vão ganhar dinheiro sobre os juros, o que faz crescer bastante a conta bancária.

  9. Todos cometemos erros financeiros, devemos aprender com eles. Os erros servem para aprendermos. Se em crianças cometermos erros provavelmente em adultos não cairemos nos mesmos. É através da prática que chegamos ao melhor que conseguimos fazer.

  10. Sê generoso, partilha com os outros o que tens. Aprender a ser generoso e solidário tanto com tempo, com dinheiro ou com outros bens é muito importante. É das principais mensagens a passar às crianças, escolher com eles a que instituição ou pessoa querem doar, envolvê-los em todo o processo.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Regresso às Aulas #5 - Despesas IRS




Lembra-se do que acontece todos os anos pela altura em que tem de enviar a Declaração de IRS?
Da desorganização, despesas perdidas e dúvidas sobre o que pode utilizar ou não?
Comece a preparar-se para que o envio da próxima declaração seja  fácil, rápido e o mais vantajoso possível.

Como estamos em altura de regresso às aulas, deixo-lhe algumas dicas sobre as despesas de educação e formação profissional.

Destas pode deduzir 30% do valor que gastou, até ao montante máximo de 760€. No caso das famílias numerosas, a esse valor pode acrescentar-se mais 142,50€ por cada dependente.

Despesas que pode utilizar são: berçários, creches, jardins-de-infância, livros, material escolar, propinas, material para formação artística, educação física ou ensino de informática e explicações. 

É no entanto necessário que as despesas estejam devidamente comprovadas e que os emissores das facturas integrem o sistema nacional de educação ou estejam devidamente reconhecidos pelos ministérios competentes em cada área de formação. Informe-se previamente se cumprem este critério.

Para poder utilizar estas despesas não se esqueça de colocar sempre o Número de Identificação Fiscal nas facturas.

Junte e guarde todas as facturas, para que quando for a altura de enviar a Declaração do IRS seja muito mais fácil, rápido e não perca despesas que pode e deve utilizar.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Regresso às Aulas #3






Depois dos livros vamos abordar a questão do restante material escolar. Neste caso, comece por comprar primeiro em casa. Vá reunindo todo o material numa caixa, de certeza que vai descobrir dossiers, réguas, esquadros e outro material escolar em perfeitas condições de ser reutilizado.
De seguida, escolha e limpe o material que recolheu. Reúna todo o material semelhante, terá com certeza novos conjuntos de lápis, canetas e outros materiais.

Reúna também todas as folhas em branco que sobraram de anos anteriores, mesmo de cadernos. Assim os seus filhos terão folhas para usar em apontamentos ou rascunhos em quanto estuda.

Faça uma lista dos materiais que tem em casa.

De seguida faça uma lista do que precisa comprar. Cruze a informação do que tem e da lista de material dos professores. Pode também optar por fazer uma lista de prioridades, caso não tenha ou não queira adquirir já todo o material escolar.

Pode fazer um exercício com o seu filho, que envolve aquilo que já tem, aquilo que precisam e o que vão comprar. É uma boa forma de os ensinar a pensar como consumidores e a fazer escolhas inteligentes.


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