quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Se tivesse mais dinheiro, eu...





"Se tivesse mais dinheiro, eu..."?

 Como terminaria a frase? Com...
  • Pagava dívidas;
  • Fazia um fundo para a reforma;
  • Fazia uma viagem;
  • Comprava uma casa?
Todos nós já pensamos em inúmeros finais para esta frase. E a verdade é que, pensarmos em ter mais dinheiro faz afastar de nós o medo e a ansiedade que envolve a questão financeira nas nossas vidas. É quase, como nos transportarmos imediatamente para um cenário paradísico, de calor, sol, areia fina, palmeiras e água translúcida. É bom, muito bom até.

Mas se voltarmos à nossa realidade, o cenário já não é tão paradísico.

A verdade é que enquanto o dinheiro e as finanças pessoais parecem ser um processo lógico e matemático, o mesmo já não se passa com as componentes externas dos dois, que são ditadas por fortes emoções.
Numa ponta estão os nossos sonhos, tudo o que nos faz sentir bem, na ponta oposta está o medo, o medo da perda, do fracasso, do desconhecido a até do sucesso.
São assim estes sonhos, estes medos e todas as emoções que sentimos, que moldam o nosso comportamento em relação ao dinheiro e as finanças pessoais.

Então, para "dominarmos" o nosso dinheiro, devemos enfrentar os nossos medos e definir metas e objectivos para alcançarmos os nossos sonhos. 

Para isso proponho que faça uma lista com todos os seus medos e receios em relação ao dinheiro e as suas finanças pessoais.
De seguida olhando para essa lista, faça outra onde coloca as acções que pode tomar para combater os meus medos, escreva tudo, até mesmo o que lhe possa parecer óbvio.

Ao fazer este planeamento enquanto está no quadro lógico da mente, estará a reprogramar-se e a tornar-se confiante com o seu dinheiro, em vez de deixar que as emoções, como o medo, tomem o controlo da sua vida financeira.

Deixe que a sua auto-confiança em gerir o seu dinheiro aumente de dia para dia, não caia na tentação de comprar alguma coisa apenas para se sentir melhor no curto prazo, ou aumentar a sua auto-estima preenchendo um suposto vazio.

De seguida anote todos os seus sonhos e objectivos. Estabeleça metas no campo financeiro, tanto no curto como no longo prazo. Se o ajudar imprima uma imagem que represente um sonho e coloque-a no porta-moedas. Assim, sempre que for buscar dinheiro ou algum cartão de débito ou crédito fará a pergunta, "Será que isto me vai ajudar a  chegar ao meu sonho?".

Ao definirmos metas e ao percebermos que emoções influenciam cada um dos nossos gastos, passamos a fazer gastos conscientes e não emocionais como até então. Uma das chaves para mudarmos a nossa vida financeira é fazermos gastos conscientes.





quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O dinheiro e as emoções...




O valor que cada um de nós, dá ao dinheiro é impulsionado pelas emoções. Cada cêntimo que gastamos tem por trás uma emoção. Se conseguirmos perceber que emoções estão por trás dos nossos gastos, vamos melhorar a nossa situação financeira e da nossa vida em geral.

Por isso, da próxima vez que abrir ou fechar a carteira, faça a si próprio as seguintes questões:
      - Que emoção me está a levar a comprar?

      - Será que isto me vai fazer sentir  fantástico e melhorar o meu bem-estar?

      - Será que com isto vou conseguir alcançar os meus resultados?

      - Será que isto vai melhorar a vida de outras pessoas?

Ao fazermos esta análise, podemos passar de um comportamento de "rainha" para um de "unhas-de-fome", ou vice-versa, em questão de minutos.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Principais erros na educação financeira das crianças...





Para terminar o regresso às aulas, que na verdade já está mais que na hora, vamos abordar a questão dos principais erros que os pais cometem na educação financeira dos filhos.

É ponto assente que todos os pais têm as melhores intenções quando educam os filhos, mas apesar disso, a verdade é que por vezes transmitem a ideia errada às crianças em relação às finanças e ao dinheiro.

Alguns desses erros são:
Enviar mensagens contraditórias. Todos temos valores e princípios relativamente ao dinheiro, e convém que sejamos sempre coerentes com eles, para que as crianças entendam a nossa tomada de posição em quase todos os assuntos. Nas questões em que tomemos uma decisão que vá em contra a esses princípios e valores convém  explicarmos às crianças o porquê de tomarmos aquela decisão. Não podemos explicar a uma criança que não lhe podemos comprar aquele brinquedo porque  isso vai arruinar o nosso orçamento e mesmo de seguida vamos comprar uma roupa ou carteira para nós.

Não fazer distinção entre desejos e necessidades. Há produtos que são necessidades e outros que são desejos, que podem ser satisfeitos mais tarde ou que podem ser substituídos por produtos equivalentes, mais baratos. Não devemos habituar as crianças a terem tudo o que desejam imediatamente, elas tem que saber esperar e saberem que há coisas que elas não podem ter para bem da situação financeira da família.

Salvarmos sempre os nossos filhos. As crianças e adolescentes têm acesso a dinheiro e em muitos casos a mesada ou semanada e a verdade é que cada vez que eles cometem erros e não gerem correctamente o seu dinheiro, nós vamos em seu auxílio, perdemos a oportunidade de lhes ensinar lições muito importantes sobre como viver dentro das suas possibilidade e de como gerir o seu dinheiro.

Colocarmos uma etiqueta com preços para tudo. Nem tudo na vida tem um preço, há coisas que valem pela auto-estima, pela sensação de dever cumprido e objectivo alcançado. Se não formos assistir a um jogo do nosso filho e lhe dissermos que "alguém tem de pagar as contas", não estamos a motivar a criança e pior estamos a focar os seus pensamentos apenas no dinheiro, de uma forma menos positiva.

Usarmos o dinheiro como substituto do tempo e amor. Vivemos numa época de muitas obrigações e pouco tempo livre, e por vezes caímos na tentação de ceder e dizer que sim. É difícil não o fazermos, pois estamos pouco tempo com eles, mas devemos no entanto fazer um esforço para fazer o que é o mais correcto para eles no futuro. O melhor que podemos dar aos nossos filhos não são coisas, mas sim o nosso amor.

Esconder os problemas financeiros da família. As crianças não têm de saber de tudo, mas tem de saber de algumas coisas, para que sejam envolvidas e se sintam parte da solução. Se não conseguirmos manter o mesmo nível de vida, convêm explicar às crianças que se passa, com clareza e sem muito dramatismo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

10 coisas que as crianças devem saber sobre dinheiro...



Estes dias são marcados pelo regresso às aulas de milhares de alunos. Esta é uma óptima altura para começar a dar ou reforçar alguns ensinamentos às crianças sobre dinheiro.

Ensine estas 10 noções aos seus filhos e estará a dar-lhe conhecimentos fundamentais para uma vida adulta livre de problemas financeiros e capaz de ser vivida em pleno.

  1. O dinheiro vem do trabalho. Mostre ao seu filho que o dinheiro é uma recompensa do trabalho executamos. Por vezes é muito mais produtivo, pagar pelo trabalho que fazem em vez de lhes dar semanada.

  2. Quando acaba, acaba. Ensinar as crianças que as acções têm consequências é uma lição que vai muito além do dinheiro. É muito difícil deixar os nossos filhos falhar, mas por vezes é o melhor que lhes podemos fazer, pois só assim eles adquirem os conceitos que pretendemos. Deixar que eles experimentem livremente o processo de gastar o dinheiro deles, vai ensiná-los que quando o dinheiro acaba, acaba mesmo.

  3. Vais ter de fazer escolhas de como o gastar, compara preços. Em todo o lado surgem apelos ao consumo. Se para os adultos é difícil conviver com isto, para as crianças muito mais, no entanto, é fulcral que lhes demos competências para lidarem com isto. Pensar, comparar e analisar são passos muito importantes para que enquanto consumidores consigam fazer as melhores escolhas.

  4. É normal esperar para teres o que desejas. Nos dias de hoje os desejos rapidamente se tornam em necessidades que devem de ser respondidas imediatamente. O mesmo acontece com demasiadas crianças, que crescem a pensar que o querem devem de ter imediatamente. Esperar e "trabalhar" para atingir os objectivos, para poder adquirir o que pretendem é lição fundamental.

  5. Diz ao teu dinheiro para onde ir. Para além de ensinar às crianças que o dinheiro vêm do trabalho, é também importante ensinar a dividir esse mesmo dinheiro pelas necessidades que têm. Começar a lançar as bases para conseguirem fazer um orçamento no futuro.

  6. Compra só aquilo que conseguires pagar. O recurso ao crédito não pode ser uma opção que se toma de ânimo leve, devemos por isso ensinar as crianças dando o exemplo,  trabalhando na base de orçamentos e a poupar para comprar o que desejamos. Assim a mensagem chegará até elas de uma forma muito mais eficaz.

  7. É fundamental poupares e pagares a ti próprio primeiro. Ensinar a poupar uma parte do que recebem e principalmente a colocarem esse valor na poupança logo quando o recebem e não depois de gastarem no que têm em mente.

  8. Protege o teu dinheiro, coloca-o numa conta poupança e vais receber juros. Ao colocarem o dinheiro a render juros, estão a protegê-lo contra a inflação e se escolherem contas de juros compostos, vão ganhar dinheiro sobre os juros, o que faz crescer bastante a conta bancária.

  9. Todos cometemos erros financeiros, devemos aprender com eles. Os erros servem para aprendermos. Se em crianças cometermos erros provavelmente em adultos não cairemos nos mesmos. É através da prática que chegamos ao melhor que conseguimos fazer.

  10. Sê generoso, partilha com os outros o que tens. Aprender a ser generoso e solidário tanto com tempo, com dinheiro ou com outros bens é muito importante. É das principais mensagens a passar às crianças, escolher com eles a que instituição ou pessoa querem doar, envolvê-los em todo o processo.


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Regresso às Aulas #5 - Despesas IRS




Lembra-se do que acontece todos os anos pela altura em que tem de enviar a Declaração de IRS?
Da desorganização, despesas perdidas e dúvidas sobre o que pode utilizar ou não?
Comece a preparar-se para que o envio da próxima declaração seja  fácil, rápido e o mais vantajoso possível.

Como estamos em altura de regresso às aulas, deixo-lhe algumas dicas sobre as despesas de educação e formação profissional.

Destas pode deduzir 30% do valor que gastou, até ao montante máximo de 760€. No caso das famílias numerosas, a esse valor pode acrescentar-se mais 142,50€ por cada dependente.

Despesas que pode utilizar são: berçários, creches, jardins-de-infância, livros, material escolar, propinas, material para formação artística, educação física ou ensino de informática e explicações. 

É no entanto necessário que as despesas estejam devidamente comprovadas e que os emissores das facturas integrem o sistema nacional de educação ou estejam devidamente reconhecidos pelos ministérios competentes em cada área de formação. Informe-se previamente se cumprem este critério.

Para poder utilizar estas despesas não se esqueça de colocar sempre o Número de Identificação Fiscal nas facturas.

Junte e guarde todas as facturas, para que quando for a altura de enviar a Declaração do IRS seja muito mais fácil, rápido e não perca despesas que pode e deve utilizar.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Regresso às Aulas #3






Depois dos livros vamos abordar a questão do restante material escolar. Neste caso, comece por comprar primeiro em casa. Vá reunindo todo o material numa caixa, de certeza que vai descobrir dossiers, réguas, esquadros e outro material escolar em perfeitas condições de ser reutilizado.
De seguida, escolha e limpe o material que recolheu. Reúna todo o material semelhante, terá com certeza novos conjuntos de lápis, canetas e outros materiais.

Reúna também todas as folhas em branco que sobraram de anos anteriores, mesmo de cadernos. Assim os seus filhos terão folhas para usar em apontamentos ou rascunhos em quanto estuda.

Faça uma lista dos materiais que tem em casa.

De seguida faça uma lista do que precisa comprar. Cruze a informação do que tem e da lista de material dos professores. Pode também optar por fazer uma lista de prioridades, caso não tenha ou não queira adquirir já todo o material escolar.

Pode fazer um exercício com o seu filho, que envolve aquilo que já tem, aquilo que precisam e o que vão comprar. É uma boa forma de os ensinar a pensar como consumidores e a fazer escolhas inteligentes.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Regresso às Aulas #2




Os livros escolares podem significar um peso enorme no orçamento de regresso às aulas.

Pode optar por comprar livros novos ou obter livros em 2ª mão. Em ambos os casos, deve investigar e procurar bastante para fazer as melhores escolhas de poupança.

Se optar por comprar livros novos, aproveite as campanhas que as grandes editoras e cadeias de distribuição estão a fazer. Pode assim aproveitar os descontos, alguns directos, outros em cartão ou talão, que pressupõe gastar a totalidade do valor mas depois pode  utilizar o valor que ficou no cartão ou talão para comprar outro material escolar.

Estes são alguns do sites em que pode procurar:
 Se a sua opção for optar livros usados, pode optar por procurar em bancos de livros escolares, existem neste momento quase 200 em todo o país, procurar em sites de venda em 2ª mão ou pedir a familiares/amigos que tenham filhos de idades semelhantes ao seu. Alguns desses sites são:
Os bancos de livros escolares ao abrigo do movimento Reutilizar são completamente gratuitos e tem como objectivo promover a reutilização de materiais escolares.

Analise bem a situação de cada criança/adolescente, pode optar por comprar alguns livros novos e obter os restantes através do banco de livros ou em sites de venda em 2ª mão.

Se durante o ano lectivo o seu filho tiver de ler alguma obra literária, opte por pedir emprestado a familiares/amigos ou requisitar numa biblioteca pública.

Pesquise, informe-se para que consiga fazer as melhores escolhas e não se esqueça de ao longo do ano incutir no seu filho a noção de que ele deve estimar os livros para que possam ser reutilizados por outros meninos. 


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Regresso às Aulas #1




Com a chegada do mês de Setembro, chega também a altura do ano onde se retomam rotinas e se criam outras. É por isso, uma época de maiores gastos e despesas, sendo cada vez mais fulcral fazer escolhas inteligentes de poupança.

O regresso às aulas e às rotinas do dia-a-dia, é uma altura muito importante para proporcionar competências e conhecimentos às crianças e adolescentes, pois, são para eles que são direccionados os gastos desta época.

É fundamental fazer do seu filho um parceiro, porque assim será muito eficaz  nas escolhas e decisões que tem de tomar, mas acima de tudo porque estará a dar-lhe lições fundamentais para a vida de adulto que ele terá no futuro, relativamente ao dinheiro mas também às decisões que ele terá de fazer enquanto consumidor. Pode parecer difícil, mas tente estabelecer um compromisso com o seu filho, para poupar eficazmente no regresso às aulas.

Na sociedade dos dias de hoje  a maior parte dos desejos tornam-se imediatamente em necessidades e isso trouxe-nos até situações difíceis enquanto sociedade. É por isso primordial começar a contrariar esta situação e começar a explicar aos mais novos que nem todos os desejos que têm são necessidades a satisfazer imediatamente.

Nos próximos dias vou falar de vários assuntos relacionados com a preparação do regresso às aulas.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Workshop DeBORLA "Organizar o Regresso às Aulas"




Eu e a Organizar com Ligia Noia, vamos estar no DeBORLA, amanhã em Coimbra e no domingo no Porto, pelas 15h30 a falar de como Organizar o Regresso às Aulas. 
Estes são alguns dos temas que vamos abordar.
Inscrevam-se!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

10 coisas sobre dinheiro




  1. Assuma a gestão do seu dinheiro. Confie no seu pensamento crítico, informe-se, pergunte; mas seja você a tomar as decisões, de acordo com as suas crenças e os seus valores.
  2. Não gaste mais do que o que ganha. Elabore um orçamento que lhe permita poupar e viver uma vida tranquila, sem estar sempre o sufoco financeiro.
  3.  Comece a poupar o mais cedo possível. Nunca é cedo de mais para poupar, quanto mais cedo começar melhor e mais fácil será a sua vida.
  4. Recompensas elevadas normalmente significam riscos elevados. Não há milagres, se o possível retorno é grande, é porque o risco também o é. Pondere bem se é o que pretende, correr um risco elevado.
  5. Diversifique os seus investimentos. Não invista todo o seu dinheiro num único produto ou num único banco. Siga a máxima de que "nunca se deve colocar todos os ovos no mesmo cesto".
  6. Proteja-se de esquemas duvidosos. Duvide sempre de quem oferece retorno muito acima da média. Controle regularmente as suas contas bancarias, os seus gastos com cartões e tenha cuidado ao aceder ao banco on-line.
  7. Faça seguros que o protejam nos "momentos maus". Saber que temos um seguro que pode responder quando nos acontece algo de mau dá uma enorme tranquilidade.
  8. Faça poupanças automáticas. É a forma mais eficaz de poupar, assim que o salário cai na conta, pagamo-nos a nós primeiro, retirando imediatamente para outra conta a percentagem que queremos poupar.
  9. Minimize a sua divida. Esqueça-se que existe a possibilidade de pedir um crédito, trace metas de poupança para comprar o que pretende, sem cair na tentação do crédito fácil.
  10. Acompanhe as mudanças do sistema financeiro. É difícil, mas tente acompanhar as mudanças, para não cair em nenhum produto que não conhece bem, mas também para não perder a oportunidade de investir em algum produto que pode ser interessante para si.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O dinheiro é...






Segundo a  Infopedia:
        - qualquer moeda de metal ou papel que representa um valor fixado por lei;
        - valor representativo de qualquer quantia;
        - numerário, quantia;
        - riqueza, posses.

Todos temos crenças acerca daquilo em que acreditamos, quer seja na sociedade, na política, na moda, na guerra ou na religião. E também as temos relação ao dinheiro. A Mafalda e o Manolito também têm as suas.

O dinheiro é uma parte importante da nossa vida, e afecta-a em todas as áreas, directa ou indirectamente. Por isso, é tão importante perceber:
  •      O que significa o dinheiro para nós? 
  •      Até que ponto nos influência? 
  •      Será que influência até as decisões relativas a questões não financeiras?

É uma entidade extremamente emocional, psicológica e simbólica. A forma como o pensamos, afecta-nos. Sem percebermos a proveniência das emoções que temos relativamente ao dinheiro não podemos fazer alterações com sucesso na nossa vida financeira. Para uns o dinheiro é a questão central, para outros é uma ferramenta e há ainda aqueles para quem o dinheiro serve para controlar coisas ou pessoas.

 A exposição ao dinheiro na nossa infância influência o modo como o encaramos na idade adulta. Fazemos conclusões distorcidas na infância, conclusões feitas de forma primitiva. Convencemo-nos de que algo que alguém disse é verdade, copiamos aquilo que vemos os mais velhos fazer, seguimos o que a cultura nos instiga e não analisamos correctamente as situações.

São as  competências pessoais, um vasto conjunto de atitudes coesas que permitem encarar as dificuldades financeiras, a escassez de dinheiro, a prosperidade, a independência financeira, a importância do bem-estar, a pressão social e o consumo. Promovendo as competências sociais, analisando quais são as nossas crenças, refletindo, assim conseguimos dar à nossa situação financeira o rumo que vai de encontro aos nossos valores. Este entendimento pode ajudar-nos a realizar as mudanças que precisamos na nossa atitude em relação ao dinheiro, elevar a nossa consciência financeira e desenvolver competências para melhorar a nossa vida.

1. qualquer moeda de metal ou papel que representa um valor fixado por lei
2. valor representativo de qualquer quantia
3. numerário; quantia
4. riqueza; posses

dinheiro In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-08-13].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/dinheiro>.
dinheiro
nome masculino
1. qualquer moeda de metal ou papel que representa um valor fixado por lei
2. valor representativo de qualquer quantia
3. numerário; quantia
4. riqueza; posses

dinheiro In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-08-13].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/dinheiro>.
dinheiro
nome masculino
1. qualquer moeda de metal ou papel que representa um valor fixado por lei
2. valor representativo de qualquer quantia
3. numerário; quantia
4. riqueza; posses

dinheiro In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. [Consult. 2014-08-13].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/dinheiro>.

domingo, 10 de agosto de 2014

Férias #6



 
Se a nossa situação financeira não nos permite ir uns dias de férias, não podemos, nem devemos ficar deprimidos, pois ficar em casa também pode significar viver dias de descanso e com actividades interessantes para toda a família.

É já uma forma recorrente de viver os dias de férias, por causa da crise financeira ou mesmo por opção, mas foi nos Estados Unidos da América, que nasceu em 2008 o termo "staycation", que junta as palavras "stay" (ficar) e "vacation" (férias).

Férias em casa, pode significar viver momentos únicos e realizar actividades que faríamos em férias normalíssimas longe de casa, mas ao final do dia dormimos nas nossas camas. 

Para começar a planear as férias em casa, devemos de realizar uma lista de possíveis actividades que gostássemos de fazer perto de casa e depois em conjunto e de acordo com o dinheiro que temos disponível, decidimos o que fazer. Não devemos, no entanto, ser demasiado ambiciosos e planear fazer demasiadas coisas. Tarefas como grandes limpezas ou pequenos arranjos em casa não devem de fazer parte do plano.

O segredo das férias em casa é sair da rotina e das tarefas do dia-a-dia e viver realmente dias como se estivesse-mos fora de casa. Devemos relaxar ao máximo e manter rotinas que normalmente temos durante as férias.

Podemos realizar actividade como:
  1. Visitar museus e monumentos locais;
  2. Ir à praia, piscina ou parque aquático;
  3. Fazer um passeio de bicicleta;
  4. Fazer um piquenique;
  5. Ir a espectáculos - Nesta altura do ano existem imensos espectáculos gratuitos, basta procurar bem na internet, que encontramos algo que vá de encontro aos nossos interesses;
  6. Dormir uma sesta;
  7. Faça exercício físico num parque ou alugue com os amigos um campo de jogos;
  8. Faça um dia de caminhada com piquenique incluído - Existem percursos de pequena rota marcados, por grau de intensidade  e duração;
  9. Ler - Troque livros com familiares e amigos ou vá a biblioteca e requisite um livro;
  10. Faça um churrasco, junte a família ou um grupo de amigos, estipule o que cada um deve levar e divirtam-se;
  11. Actividades com as crianças - Jogos tradicionais, jogos de tabuleiro ou jogos com pistolas de água ou balões de água.
Existem vantagens, como não perdermos dias de descanso em viagens, não estarmos fechados em aeroportos, nem em aviões, que nestas épocas costumam atrasar algumas horas e em alguns casos até certas viagens são canceladas e haver menos trânsito nas grandes cidades. Podemos assim viver dias mais tranquilos e não tão cansativos.

Ficar em casa pode ser uma decisão fulcral para manter ou criar uma situação financeira estável, pois caso seja bem planeada pode-nos fazer poupar e voltar a entrar nos eixos.

Com as férias em casa, termina o conjunto de posts sobre as férias. Com planeamento e investigação podemos em casa ou fora de casa viver dias fantásticos, cheios de actividades, que ficaram na memória de todos e continuar com uma situação financeira estável.

Boas Férias!!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Férias #5






O  fim-de-semana está mesmo à porta e se ainda não foi de férias, nem tem nada planeado, aproveite para conhecer os conselhos do Saldo Positivo para umas férias low cost.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Férias #4





Existem pequenas coisas que podemos fazer para controlar bem os gastos e poupar nas férias. Coisas como:

1. Alimentação - Evite almoçar e jantar fora todos os dias. Faça uma refeição de faca e garfo e outra mais leve. No caso de estar num local em que tem uma cozinha à disposição, pode aproveitar e fazer algumas refeições em casa. Se isso não acontecer, pode optar por ir a um supermercado e comprar alimentos que permitam fazer uma refeição ligeira num jardim, na praia ou mesmo no quarto de hotel.


2. Transportes - Tente estar atento ao preço dos combustíveis, pois pode acontecer que relativamente perto possa abastecer mais em conta. Existem sites que nos permitem saber que diferenças existem normalmente entre gasolineiras da zona para onde vamos viajar. Outra questão é os parques de estacionamento ou parquímetros, convém saber antecipadamente se o nosso alojamento permite ou não o estacionamento gratuito. Durante as férias é importante tentar fazer uma análise para ver se compensa mais deslocar-se de transportes públicos ou se levar o carro e estacionar num parque ou pagar parquímetro.

3. Recordações - Podem fazer afundar um orçamento pois normalmente um simples objecto pode ser bastante caro e em muitos casos não traz grande utilidade a quem o recebe. Pode sempre enviar um postal do destino aos  familiares e amigos mais chegados.

 4. Actividades - Pesquise por actividades gratuitas no local onde vai ficar.  Tente perceber se existem dias ou horas específicas onde certas actividades são gratuitas ou mais baratas. Existem "vouchers" que permitem poupar nas entradas, investigue na internet se há para os locais que pensa visitar. Se viajar em família questione se existe algum bilhete família mais em conta.

5. Cuidados Médicos - Levar um kit de medicamentos e pequenos socorros, permite resolver pequenos problemas rapidamente sem ter de se deslocar à farmácia.

6. Outras Despesas - Estabeleça um montante diário ou para a totalidade das férias com crianças e adolescentes e faça-os gerir o seu orçamento. 

Tente apontar diariamente os seus gastos, assim saberá no final quanto foi o custo real das férias e vai facilitar a elaboração do orçamento das próximas férias.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Férias #3




Depois de definirmos o nosso orçamento o passo seguinte é investigarmos várias alternativas.

Temos de responder a quatro questões, como chegar, onde ficar, o que comer e o que fazer.

Para isso podemos e para além das opiniões que podemos recolher de familiares e amigos e dos guias de viagem, visitar alguns sites, fóruns e blogues na internet que nos podem ajudar a tomar uma decisão.

Temos sempre de relativizar a informação que recolhemos, uma vez que a opinião de cada um é sempre subjectiva às vivências e valores dos mesmos.

Relativamente às viagens de avião, para além de pesquisar nos sites das companhias aéreas podemos também utilizar sites autónomos como:
Normalmente as viagens de avião de madrugada ou de manhã muito cedo são mais baratas. Podemos também optar por destino menos conhecidos ou não tão em voga na época do ano que pretendemos viajar.
 Se formos viajar de carro, podemos consultar sites que para além dos trajectos nos indicam estimativas de consumos do automóvel e os valores a pagar em portagens. Alguns desses sites são:

No caso do alojamento, existe um sem número de sites que nos informam sobre vários aspectos e onde podemos saber a opinião de quem já esteve lá alojado. Sites como os seguintes ajudam-nos nesse aspecto:
Relativamente às questões do transporte e do alojamento, podemos e devemos em certos casos optar por pagar com cartão de crédito, respeitando sempre os cuidados básicos no uso deste. Se o nosso cartão de crédito tiver associado um seguro, devemos utilizá-lo para pagar viagens, uma vez que podemos ver assim salvaguardado questões ligadas a despesas médicas, perdas de bagagem e atraso ou cancelamento dos voos. Convém no entanto indagarmos junto do nosso banco se o nosso cartão tem ou não este seguro associado.

Resta-nos então responder às duas últimas questões, o que comer e o que fazer,para isso podemos contar com ajuda de diversos sites, fóruns, blogues e grupos de facebook. Sites como os seguintes permitem-nos conhecer vários pontos de vista sobre o que podemos comer e fazer em determinada cidade.

Depois de sabermos o valor que temos para gastar e de pesquisarmos todas as alternativas, podemos escolher com  profundo conhecimento dos valores em causa, bem como, do que podemos fazer no destino.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Férias #2






Ao fazermos o orçamento para as férias devemos definir quatro áreas principais de gastos, sendo elas, transportes, alojamento, alimentação e actividades e três áreas secundárias,compras/lembranças, despesas diversas e imprevistos.

Devemos definir os gastos para cada uma destas áreas, definindo assim a área que terá mais peso e depois ajustar o restante valor às outras áreas.

É fundamental que coloquemos no orçamento de férias todos os valores que estejam ligados com as mesmas, mesmo que sejam gastos ainda efectuados em casa, como roupa especial no caso de uma viagem à neve ou medicamentos e vacinas numa viagem tropical.

Definir um valor diário por pessoa ajuda bastante a controlar os gastos. Tratam-se de despesas diárias mais pequenas, como cafés, gelados, pequenos lanches e compras.

Os imprevistos, são algo que devemos também salvaguardar, porque podem acontecer a qualquer momento e devemos estar minimamente preparados para tal. Em média devemos de ter um fundo de maneio de 10% do valor da viagem para lidar com possíveis imprevistos, como roubos, perdas de bagagem ou atrasos e cancelamentos. Só em caso de necessidade é que utilizamos este dinheiro.

Ao definirmos bem estes valores e se cumprir-mos o mais possível o plano que estabelecemos, podemos ter umas férias tranquilas com a certeza que a nossa situação financeira não vai descarrilar quando voltarmos a nosso rotina do dia-a-dia.



segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Férias #1




Estamos em pleno mês de Agosto e por isso nos próximos dias, vou fazer um conjunto de posts acerca das férias e das diferentes alternativas que temos ao nosso dispor para aproveitar os nossos dias de descanso.

Férias, são períodos de interrupção do trabalho ou da escola. Períodos em que estamos menos ocupados e mais relaxados. Servem para descansarmos, divertirmos-nos, para sairmos da rotina do dia-a-dia, mas também para criar ou reforçar vínculos e memórias com a família ou amigos. No final das férias é mesmo isso que guardamos, as memórias e os vínculos que criamos.

Como vivemos momentos mais relaxados e despreocupados nas férias, é natural que sejam dias em que os nossos gastos aumentem, o que pode fazer descarrilar a nossa situação financeira.

Podemos e devemos prepararmos-nos para estes dias em que os gastos são maiores, ao longo do ano, colocando no nosso orçamento uma rubrica para férias. Assim, todos os meses colocamos de lado uma verba para as férias, caso o nosso orçamento o permita. 

Se o nosso orçamento não o permitir, podemos adaptar aquilo que pretendíamos fazer, ao dinheiro que temos disponível e mesmo assim aproveitar os nossos dias de descanso, não colocando assim em causa a nossa situação financeira.

Depois de definirmos o valor que temos para gastar, devemos em família ou entre amigos discutir o que pretendemos para as nossas férias. Nesta fase é fundamental pesquisar várias alternativas, para podermos aproveitar ao máximo.

Decidido o que vamos fazer, o próximo passo é planear. Planear é indispensável para vivermos dias fantásticos e  que ao mesmo tempo ficam dentro do nosso orçamento para as férias.

Não podemos, contudo encarar o plano que elaboramos de uma forma demasiado rígida. Temos de estar bem cientes que podemos não o conseguir cumprir completamente, por vários motivos e não devemos ficar frustrados nem deprimidos quando isso acontece.

O plano é uma "rede de segurança" que nos permite aproveitar ao máximo mas também cumprir o orçamento e não provocar danos na nossa situação financeira.




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