quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dia Mundial da Poupança #3






Na teoria poupar e fazer uma poupança para o futuro, parece uma tarefa muito simples e a sua importância é mais do que evidente para todos, no entanto, na realidade é por vezes muito difícil,  alterar hábitos e até descobrir por onde começar.

O primeiro passo para quem quer começar e não sabe por onde, é apontar durante um mês todas as despesas que tem diariamente, assim vai conhecer para onde vai o seu dinheiro. Por vezes não sabemos bem para onde vai o nosso dinheiro e pensamos "como é possível ter gasto tanto?", esta é uma forma de conhecermos os nossos gastos e podermos partir para o segundo passo que é a elaboração de um orçamento, muito mais conscientes da nossa "realidade".

Fazer isto pode ser um pouco aborrecido, mas faz toda a diferença para elaborar um orçamento o mais próximo da realidade possível e também para cortar os gastos "invisíveis" que muitas vezes nos arruínam as poupanças.

Para nos ajudar nesta tarefa e a gerir as nossas finanças existem neste momento várias aplicações informáticas, que nos permitem registar tudo no nosso telemóvel, tablet ou computador.

Sábado começa um novo mês, é um dia fantástico para darmos o pontapé de saída rumo a uma poupança que nos garanta uma vida financeira tranquila. Vamos a isso...

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Dia Mundial da Poupança #2





Poupar é...
      1. Despender com moderação, economizar;
      2. Evitar;
      3. Tratar com indulgência, não fazer mal a;
      4. Respeitar;
      5. Pôr a salvo, subtrair.
                                                                                         Infopedia


Poupança é...
      - Parcela do rendimento que não é gasta e que é guardada para um momento futuro.

      - Diferença entre rendimento e consumo.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dia Mundial da Poupança#1






Na próxima sexta-feira, dia 31 de Outubro, celebra-se o Dia Mundial da Poupança que será marcado por várias iniciativas por todo o país, que visam discutir e promover a poupança.

Umas dessas iniciativas é a Conferência do Dia Mundial da Poupança, no Atmosfera m, no Porto, com a Susana Albuquerque, o António Godinho e moderação de Fernanda Freitas.

Também aqui nos Doces Balanços, iremos assinalar o dia e ao longo de toda a semana vamos abordar o tema.



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Se tivesse mais dinheiro, eu...





"Se tivesse mais dinheiro, eu..."?

 Como terminaria a frase? Com...
  • Pagava dívidas;
  • Fazia um fundo para a reforma;
  • Fazia uma viagem;
  • Comprava uma casa?
Todos nós já pensamos em inúmeros finais para esta frase. E a verdade é que, pensarmos em ter mais dinheiro faz afastar de nós o medo e a ansiedade que envolve a questão financeira nas nossas vidas. É quase, como nos transportarmos imediatamente para um cenário paradísico, de calor, sol, areia fina, palmeiras e água translúcida. É bom, muito bom até.

Mas se voltarmos à nossa realidade, o cenário já não é tão paradísico.

A verdade é que enquanto o dinheiro e as finanças pessoais parecem ser um processo lógico e matemático, o mesmo já não se passa com as componentes externas dos dois, que são ditadas por fortes emoções.
Numa ponta estão os nossos sonhos, tudo o que nos faz sentir bem, na ponta oposta está o medo, o medo da perda, do fracasso, do desconhecido a até do sucesso.
São assim estes sonhos, estes medos e todas as emoções que sentimos, que moldam o nosso comportamento em relação ao dinheiro e as finanças pessoais.

Então, para "dominarmos" o nosso dinheiro, devemos enfrentar os nossos medos e definir metas e objectivos para alcançarmos os nossos sonhos. 

Para isso proponho que faça uma lista com todos os seus medos e receios em relação ao dinheiro e as suas finanças pessoais.
De seguida olhando para essa lista, faça outra onde coloca as acções que pode tomar para combater os meus medos, escreva tudo, até mesmo o que lhe possa parecer óbvio.

Ao fazer este planeamento enquanto está no quadro lógico da mente, estará a reprogramar-se e a tornar-se confiante com o seu dinheiro, em vez de deixar que as emoções, como o medo, tomem o controlo da sua vida financeira.

Deixe que a sua auto-confiança em gerir o seu dinheiro aumente de dia para dia, não caia na tentação de comprar alguma coisa apenas para se sentir melhor no curto prazo, ou aumentar a sua auto-estima preenchendo um suposto vazio.

De seguida anote todos os seus sonhos e objectivos. Estabeleça metas no campo financeiro, tanto no curto como no longo prazo. Se o ajudar imprima uma imagem que represente um sonho e coloque-a no porta-moedas. Assim, sempre que for buscar dinheiro ou algum cartão de débito ou crédito fará a pergunta, "Será que isto me vai ajudar a  chegar ao meu sonho?".

Ao definirmos metas e ao percebermos que emoções influenciam cada um dos nossos gastos, passamos a fazer gastos conscientes e não emocionais como até então. Uma das chaves para mudarmos a nossa vida financeira é fazermos gastos conscientes.





quarta-feira, 8 de outubro de 2014

O dinheiro e as emoções...




O valor que cada um de nós, dá ao dinheiro é impulsionado pelas emoções. Cada cêntimo que gastamos tem por trás uma emoção. Se conseguirmos perceber que emoções estão por trás dos nossos gastos, vamos melhorar a nossa situação financeira e da nossa vida em geral.

Por isso, da próxima vez que abrir ou fechar a carteira, faça a si próprio as seguintes questões:
      - Que emoção me está a levar a comprar?

      - Será que isto me vai fazer sentir  fantástico e melhorar o meu bem-estar?

      - Será que com isto vou conseguir alcançar os meus resultados?

      - Será que isto vai melhorar a vida de outras pessoas?

Ao fazermos esta análise, podemos passar de um comportamento de "rainha" para um de "unhas-de-fome", ou vice-versa, em questão de minutos.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Principais erros na educação financeira das crianças...





Para terminar o regresso às aulas, que na verdade já está mais que na hora, vamos abordar a questão dos principais erros que os pais cometem na educação financeira dos filhos.

É ponto assente que todos os pais têm as melhores intenções quando educam os filhos, mas apesar disso, a verdade é que por vezes transmitem a ideia errada às crianças em relação às finanças e ao dinheiro.

Alguns desses erros são:
Enviar mensagens contraditórias. Todos temos valores e princípios relativamente ao dinheiro, e convém que sejamos sempre coerentes com eles, para que as crianças entendam a nossa tomada de posição em quase todos os assuntos. Nas questões em que tomemos uma decisão que vá em contra a esses princípios e valores convém  explicarmos às crianças o porquê de tomarmos aquela decisão. Não podemos explicar a uma criança que não lhe podemos comprar aquele brinquedo porque  isso vai arruinar o nosso orçamento e mesmo de seguida vamos comprar uma roupa ou carteira para nós.

Não fazer distinção entre desejos e necessidades. Há produtos que são necessidades e outros que são desejos, que podem ser satisfeitos mais tarde ou que podem ser substituídos por produtos equivalentes, mais baratos. Não devemos habituar as crianças a terem tudo o que desejam imediatamente, elas tem que saber esperar e saberem que há coisas que elas não podem ter para bem da situação financeira da família.

Salvarmos sempre os nossos filhos. As crianças e adolescentes têm acesso a dinheiro e em muitos casos a mesada ou semanada e a verdade é que cada vez que eles cometem erros e não gerem correctamente o seu dinheiro, nós vamos em seu auxílio, perdemos a oportunidade de lhes ensinar lições muito importantes sobre como viver dentro das suas possibilidade e de como gerir o seu dinheiro.

Colocarmos uma etiqueta com preços para tudo. Nem tudo na vida tem um preço, há coisas que valem pela auto-estima, pela sensação de dever cumprido e objectivo alcançado. Se não formos assistir a um jogo do nosso filho e lhe dissermos que "alguém tem de pagar as contas", não estamos a motivar a criança e pior estamos a focar os seus pensamentos apenas no dinheiro, de uma forma menos positiva.

Usarmos o dinheiro como substituto do tempo e amor. Vivemos numa época de muitas obrigações e pouco tempo livre, e por vezes caímos na tentação de ceder e dizer que sim. É difícil não o fazermos, pois estamos pouco tempo com eles, mas devemos no entanto fazer um esforço para fazer o que é o mais correcto para eles no futuro. O melhor que podemos dar aos nossos filhos não são coisas, mas sim o nosso amor.

Esconder os problemas financeiros da família. As crianças não têm de saber de tudo, mas tem de saber de algumas coisas, para que sejam envolvidas e se sintam parte da solução. Se não conseguirmos manter o mesmo nível de vida, convêm explicar às crianças que se passa, com clareza e sem muito dramatismo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

10 coisas que as crianças devem saber sobre dinheiro...



Estes dias são marcados pelo regresso às aulas de milhares de alunos. Esta é uma óptima altura para começar a dar ou reforçar alguns ensinamentos às crianças sobre dinheiro.

Ensine estas 10 noções aos seus filhos e estará a dar-lhe conhecimentos fundamentais para uma vida adulta livre de problemas financeiros e capaz de ser vivida em pleno.

  1. O dinheiro vem do trabalho. Mostre ao seu filho que o dinheiro é uma recompensa do trabalho executamos. Por vezes é muito mais produtivo, pagar pelo trabalho que fazem em vez de lhes dar semanada.

  2. Quando acaba, acaba. Ensinar as crianças que as acções têm consequências é uma lição que vai muito além do dinheiro. É muito difícil deixar os nossos filhos falhar, mas por vezes é o melhor que lhes podemos fazer, pois só assim eles adquirem os conceitos que pretendemos. Deixar que eles experimentem livremente o processo de gastar o dinheiro deles, vai ensiná-los que quando o dinheiro acaba, acaba mesmo.

  3. Vais ter de fazer escolhas de como o gastar, compara preços. Em todo o lado surgem apelos ao consumo. Se para os adultos é difícil conviver com isto, para as crianças muito mais, no entanto, é fulcral que lhes demos competências para lidarem com isto. Pensar, comparar e analisar são passos muito importantes para que enquanto consumidores consigam fazer as melhores escolhas.

  4. É normal esperar para teres o que desejas. Nos dias de hoje os desejos rapidamente se tornam em necessidades que devem de ser respondidas imediatamente. O mesmo acontece com demasiadas crianças, que crescem a pensar que o querem devem de ter imediatamente. Esperar e "trabalhar" para atingir os objectivos, para poder adquirir o que pretendem é lição fundamental.

  5. Diz ao teu dinheiro para onde ir. Para além de ensinar às crianças que o dinheiro vêm do trabalho, é também importante ensinar a dividir esse mesmo dinheiro pelas necessidades que têm. Começar a lançar as bases para conseguirem fazer um orçamento no futuro.

  6. Compra só aquilo que conseguires pagar. O recurso ao crédito não pode ser uma opção que se toma de ânimo leve, devemos por isso ensinar as crianças dando o exemplo,  trabalhando na base de orçamentos e a poupar para comprar o que desejamos. Assim a mensagem chegará até elas de uma forma muito mais eficaz.

  7. É fundamental poupares e pagares a ti próprio primeiro. Ensinar a poupar uma parte do que recebem e principalmente a colocarem esse valor na poupança logo quando o recebem e não depois de gastarem no que têm em mente.

  8. Protege o teu dinheiro, coloca-o numa conta poupança e vais receber juros. Ao colocarem o dinheiro a render juros, estão a protegê-lo contra a inflação e se escolherem contas de juros compostos, vão ganhar dinheiro sobre os juros, o que faz crescer bastante a conta bancária.

  9. Todos cometemos erros financeiros, devemos aprender com eles. Os erros servem para aprendermos. Se em crianças cometermos erros provavelmente em adultos não cairemos nos mesmos. É através da prática que chegamos ao melhor que conseguimos fazer.

  10. Sê generoso, partilha com os outros o que tens. Aprender a ser generoso e solidário tanto com tempo, com dinheiro ou com outros bens é muito importante. É das principais mensagens a passar às crianças, escolher com eles a que instituição ou pessoa querem doar, envolvê-los em todo o processo.


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